Vale soma em 2017 maior número de queimadas em dez anos

Segundo o sistema de registro de queimadas do Inpe foram 300 focos até setembro. Em 2014, ano com recorde anterior de incêndios, foram 281 focos.

09 OUT 2017   |   Por Jornalismo  |   09:00
Foto: Divulgação/Oscip Simbiose
Vale soma em 2017 maior número de queimadas em dez anos
Para especialistas, além do clima, fogo criminoso ainda é maior causa de incêndios em áreas verdes

O número de queimadas neste ano na região já é o maior registrado em pelo menos dez anos. Com 300 queimadas nos últimos nove meses, o número em 2017 já é maior que o registrado no acumulado de 12 meses em 2014, quando foram 281 focos - esse era o recorde anterior da região na década (veja gráfico abaixo). Segundo especialistas, o tempo seco favorece as ocorrências, mas destaca a ação humana.

O levantamento feito pelo G1, com base nos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), considerou a soma das ocorrências em cada ano a partir de 2007. O sistema 'Inpe Queimadas' monitora, em tempo real, por meio de satélites, os focos de queimada em todo o Brasil. O sistema capta queimadas em áreas com extensão mínima de 30 metros.

De acordo com o coordenador do mapa, Alberto Setzer, os números vinham em queda na região até 2009, quando foram registrados 32 focos, e tiveram novo aumento em 2010, com 208 focos, com um longo período de estiagem.

O fenômeno se repetiu em 2014 quando houve o registro recorde da década na região, com 281 focos de janeiro a dezembro.

“O tempo seco é uma situação do clima. Ele deixa a vegetação mais seca, mas não é o responsável pelos números altos. Isso é reflexo da ação humana somada ao clima. As pessoas começam com pequenas fogueiras para descarte de lixo, por exemplo, e perdem o controle. A ação humana é controlável”, afirmou o pesquisador.

De acordo com o mapa do Inpe, no Brasil, o número de queimadas já é recorde da história - a série histórica começou a ser registrada há 20 anos.

 

Bocaina

 

O maior caso de incêndio na região neste ano foi na Serra da Bocaina, em Bananal. O fogo tomou proporções e consumiu uma área de mais de 1,6 mil campos de futebol. Foram seis dias de combate às chamas, que consumiram a vegetação nativa.

O capitão, Paulo Roberto Reis, dos bombeiros, atuou em Bananal e conta que foram mais de 140 homens envolvidos no trabalho de combate às chamas, além do apoio da Defesa Civil da cidade. Ele destaca o prejuízo causado pela falta de conscientização.

Os bombeiros alertam para que as pessoas deixem de usar o fogo como forma de descarte de lixo e limpeza de terrenos, além de apelas para conscientização sobre o descarte de cigarros às margens de rodovia. As três ações são os maiores causadoras de incêndios em matas.

(Fonte: G1)
















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